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Modelo de prontuário psicológico CRP: estrutura e checklist

Grave a sessão. O Clerkify monta o rascunho pra você revisar.

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Procurar um modelo de prontuário psicológico CRP costuma acontecer em três momentos: na abertura do consultório, na supervisão, ou quando o Conselho Regional pede para ver a documentação.

O CRP não inventa uma norma paralela. Ele fiscaliza o cumprimento da Resolução CFP nº 01/2009 — a regra é federal; a aplicação é regional. Não existe um único “modelo oficial CRP” para baixar.

O que você leva daqui: a estrutura obrigatória campo a campo, um checklist do que costuma ser conferido em fiscalização, e um exemplo curto de evolução DAP. Para prontuário já preenchido do começo ao fim, use o exemplo de prontuário psicológico.

Se ainda está escolhendo o formato da evolução, compare os modelos de prontuário psicológico.

Gerador de prontuário psicológico

Escolha o modelo, preencha os campos e leve o registro pronto.

Tudo acontece no seu navegador. Nada do que você digitar aqui é enviado para a Clerkify.

Modelo de prontuário

Dados, Avaliação e Plano. O mais usado na clínica brasileira e o de melhor relação tempo/qualidade em TCC.

Use iniciais em vez do nome completo — o registro fica identificável para você sem expor o paciente.

Prontuário gerado

3 campos em branco

Índice

CRP e CFP: quem define o modelo?

CRP fiscaliza. CFP define a resolução. O Conselho Federal de Psicologia publica a norma nacional — hoje, a Resolução CFP nº 01/2009, que descreve o conteúdo mínimo do prontuário. O Conselho Regional aplica essa norma no estado, orienta e fiscaliza. Por isso não há um PDF único “modelo CRP” oficial: cada psicólogo monta o registro a partir da resolução federal e das orientações do seu regional.

Quem busca “modelo de prontuário psicológico CFP” e quem busca “modelo CRP” precisa da mesma estrutura. A diferença é o recorte: aqui o foco é o que o regional costuma conferir na fiscalização.

O que o CFP exige no prontuário psicológico

O CFP não impõe um formulário único de prontuário. O que ele define, na Resolução CFP 01/2009, é o conteúdo mínimo que todo registro precisa ter, e isso vale pro país inteiro. O CRP da sua região fiscaliza se esse conteúdo está lá (a divisão de papéis está logo acima).

O conteúdo mínimo, pelo art. 2º da resolução, com a ordem dos incisos ajustada pela Resolução CFP 05/2010:

  • Identificação da pessoa atendida (ou da instituição)
  • Avaliação da demanda e definição dos objetivos do trabalho
  • Registro da evolução do trabalho e dos procedimentos técnico-científicos adotados
  • Registro de encaminhamento ou encerramento
  • Cópias dos documentos que você emitiu, com data, finalidade e destinatário

Fora esse mínimo, você tem autonomia pra organizar o registro e acrescentar campos. O Manual Orientativo do CFP (2025) reforça isso: o que conta é a qualidade da síntese, não a quantidade de texto nem um layout específico. Sobre o formato da evolução, veja a pergunta sobre DAP, BIRP e SOAP.

O prazo de guarda tem um guia próprio: quanto tempo guardar o prontuário psicológico.

Pra ver um prontuário preenchido campo a campo, use o exemplo de prontuário psicológico.

O que o CRP costuma verificar

Em fiscalização, o CRP confere se o prontuário permite reconstruir o atendimento: quem é o atendido, qual a demanda, o que foi planejado e o que aconteceu em cada sessão. A base é a Resolução CFP nº 01/2009; o regional não cria um prontuário paralelo — aplica a norma e as orientações locais de guarda e sigilo.

Na prática, costumam aparecer estes blocos:

  • Identificação do atendido e do profissional, com CRP
  • Demanda inicial (queixa, expectativas, encaminhamento)
  • Histórico clínico relevante
  • Plano terapêutico
  • Evoluções cronológicas, uma por sessão
  • Consentimentos e anexos
  • Encerramento, quando o caso já terminou

A ausência de qualquer um desses blocos é o motivo mais frequente de apontamento em orientações públicas dos conselhos. Outro ponto recorrente: evoluções genéricas — “sessão produtiva, paciente colaborativo” — não atendem, mesmo com capa e anamnese em ordem.

O prontuário precisa permitir reconstruir o raciocínio clínico daquela sessão. Não precisa transcrever a conversa.

Modelo de prontuário psicológico CRP: estrutura campo a campo

O modelo abaixo segue a estrutura mínima da Resolução CFP 01/2009. Adapte a linguagem à sua abordagem (TCC, psicanálise, gestalt, sistêmica), mas mantenha os blocos.

BlocoCampos obrigatóriosObservação do CRP
CapaNome do atendido, CRP do psicólogo, data de aberturaIniciais são aceitas em contextos de sigilo reforçado
IdentificaçãoDados demográficos, contato de emergência, encaminhamentoContato de emergência é exigência recorrente em fiscalizações
DemandaQueixa, expectativas, motivo da busca por atendimentoDeve refletir a fala do atendido, não só a interpretação
AnamneseHistórico clínico, familiar, social, uso de medicaçãoProfundidade varia conforme abordagem e contexto
Plano terapêuticoHipóteses, objetivos, abordagem, frequênciaBloco frequentemente ausente — e frequentemente exigido
EvoluçõesData, duração, conteúdo clínico, próximos passosUma evolução por sessão, em ordem cronológica
Consentimentos e anexosTermos de consentimento, laudos externos, instrumentosBloco obrigatório da estrutura — não substitui as evoluções
EncerramentoMotivo da alta, resumo do processo, encaminhamentosPreenchido apenas no desfecho

O gerador desta página monta esses blocos no navegador. O formato da evolução (DAP, BIRP, SOAP ou livre) você escolhe; a estrutura do prontuário continua a mesma.

Exemplo curto de evolução DAP

Um bloco de evolução no formato DAP (Dados, Avaliação, Plano) costuma bastar para o CRP ver observação, interpretação e conduta separados. Caso fictício, uma sessão:

Data: 10/06/2026 · Duração: 50 min · Modalidade: presencial

D (Dados): Paciente compareceu pontualmente. Relatou redução de episódios de ansiedade em apresentações após exercícios de reestruturação cognitiva. Trouxe registro de pensamentos automáticos da semana.

A (Avaliação): Boa adesão às tarefas. Identifica distorções cognitivas com maior autonomia. Afeto congruente. Sem indicadores de risco iminente.

P (Plano): Avançar na hierarquia de exposição (nível 3: reunião com equipe).
Tarefa: aplicar técnica de registro de evidências em situação real.

O DAP é um dos formatos mais usados em fiscalizações porque separa com clareza o que foi observado (D), o que você avalia (A) e o que segue (P). BIRP e SOAP também servem, desde que o prontuário inteiro use a mesma lógica.

Este é um recorte de uma sessão. Para anamnese, plano e várias evoluções já preenchidas, vá ao exemplo de prontuário psicológico.

Formatos aceitos: papel, digital e eletrônico

A Resolução CFP 01/2009 não exige suporte físico. Papel, documento de texto ou sistema eletrônico valem, desde que o registro seja íntegro, cronológico e guardado com sigilo.

O caminho usual no consultório:

  1. Papel — familiar, sem dependência de tecnologia. Risco: perda, deterioração, busca difícil.
  2. Word / Google Docs — barato e fácil de editar. Risco: versões desencontradas e backup manual.
  3. Sistema especializado — busca, backup, acesso restrito. Risco: curva de aprendizado e custo.
  4. Clerkify — grava a sessão e monta um rascunho da evolução pra você revisar. O prontuário final continua sendo o documento que o psicólogo assina.

O CRP avalia conteúdo e guarda, não a marca da ferramenta. O prontuário está completo, cronológico, legível e protegido contra acesso indevido? A LGPD reforça o mesmo ponto: dado de saúde é sensível e pede medida técnica e administrativa de proteção.

Checklist antes de uma fiscalização do CRP

Use a lista no dia a dia — não só quando chega notificação:

  • Todos os atendidos ativos têm prontuário aberto, com data de início
  • CRP do psicólogo aparece em cada prontuário
  • Plano terapêutico documentado (não só anamnese + evoluções)
  • Evoluções em ordem cronológica, uma por sessão
  • Cada evolução permite reconstruir o raciocínio clínico (não só “sessão ok”)
  • Termo de consentimento informado arquivado
  • Termo de consentimento para gravação, se houver gravação
  • Contato de emergência registrado
  • Guarda segura: backup, acesso restrito, prazo mínimo de 5 anos
  • Nenhuma transcrição literal das falas do paciente
  • Encerramento preenchido para casos finalizados

Como manter o prontuário sem digitar a sessão inteira

O obstáculo real raramente é “qual campo existe”. É sair da sessão e ainda ter presença para escrever. Anotar durante o atendimento fragmenta a escuta. Reconstruir de memória à noite vira evolução genérica.

Três jeitos que funcionam no consultório:

  1. Bullets imediatos (5 minutos): o que foi trabalhado, avaliação clínica, próximo passo. Expande para DAP depois.
  2. Áudio da sessão + revisão: você redige a evolução com o que é clinicamente relevante — sem colar a transcrição no prontuário.
  3. Rascunho assistido: um comando no Clerkify (/evolucao-sessao) gera um texto no formato DAP a partir da sessão, com a linguagem da sua abordagem. Você revisa, corta o que não é clínico e arquiva.

A IA produz rascunho, não prontuário final. Quem assina o registro é o psicólogo.

Perguntas frequentes

O CRP fornece um modelo oficial de prontuário?

Não. Não existe um modelo único publicado pelo CRP para download. A Resolução CFP 01/2009 define os conteúdos obrigatórios; cada Conselho Regional publica orientações complementares. O psicólogo monta o modelo a partir disso — ou adapta um modelo de supervisão, faculdade ou sistema.

Qual a diferença prática entre o CRP regional e a resolução do CFP?

A resolução do CFP vale no Brasil inteiro e diz o que o prontuário precisa conter. O CRP do seu estado é quem fiscaliza, orienta e, se for o caso, autua. Na prática: use a estrutura federal e confira se o seu regional publicou orientação extra de guarda ou formato.

Posso usar prontuário eletrônico em vez de papel?

Sim. A norma federal não exige suporte físico. O prontuário eletrônico vale desde que garanta integridade, cronologia, sigilo e guarda pelo prazo mínimo de cinco anos após o último atendimento.

O prontuário psicológico pode ser entregue ao paciente?

Parcialmente. O paciente tem direito de acesso a informações sobre o tratamento, mas o prontuário completo traz registro clínico protegido pelo sigilo. Entregas costumam ser relatório ou declaração — não a cópia integral. Consulte a orientação do seu CRP em caso de solicitação judicial.

Qual formato de evolução o CRP prefere: DAP, BIRP ou SOAP?

Nenhum é obrigatório. O CRP verifica se a evolução permite reconstruir o raciocínio clínico. O DAP é o mais difundido em orientações de fiscalização por separar dados, avaliação e plano.

Gravar a sessão para depois escrever o prontuário é permitido?

Sim, com consentimento informado documentado e finalidade clara (registro clínico). O áudio não substitui o prontuário — serve de apoio para redigir a evolução. Dado sensível segue a LGPD.

Como é o número do CRP? Tem um exemplo?

Ele costuma aparecer como "CRP" + o número do conselho regional + o seu número de inscrição, por exemplo CRP 06/00000 (o 06 é o CRP de São Paulo; o número é fictício). A quantidade de dígitos varia. Ele vai junto do seu nome no carimbo e na assinatura dos documentos que você emite, como declarações e relatórios, e é uma boa prática colocá-lo também na assinatura dos registros do prontuário.

Existe gerador de CRP?

Não. O número do CRP é dado pelo conselho regional na inscrição, e não dá pra gerar um. Pra conferir se um registro existe, use o Cadastro Nacional de Psicólogas(os) no site do CFP (cadastro.cfp.org.br). Se você procura um jeito de montar o prontuário, o Clerkify transforma o atendimento num rascunho de prontuário pra você revisar.

Qual resolução do CFP fala sobre prontuário?

A Resolução CFP 01/2009, que torna obrigatório o registro documental e define o conteúdo mínimo do prontuário. A Resolução CFP 05/2010 só reorganizou dois incisos dela. Já os documentos que você entrega, como declarações, atestados e relatórios, seguem a Resolução CFP 06/2019; veja o guia de documentos psicológicos do CFP.

Conclusão

Um prontuário psicológico modelo CRP não precisa ser sofisticado. Precisa ser completo, cronológico e clinicamente útil. A estrutura da Resolução CFP 01/2009 é estável; o trabalho é mantê-la sessão a sessão sem virar plantão administrativo.

No Clerkify o fluxo é gravar a sessão e revisar o rascunho da evolução — quem assina o prontuário é você. O gerador desta página monta o modelo no navegador. Para o registro já preenchido campo a campo, volte ao exemplo de prontuário psicológico. A página da clínica está em Clerkify para psicólogos.

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